O novo minimalismo tem nome e sobrenome: Phoebe Philo

Falar em minimalismo na moda é instintivamente pensar em Yohji Yamamoto e Helmut Lang, ícones do movimento que ganhou força nas passarelas nos anos 1990. Em paralelo, aparecem Calvin Klein e Jil Sander, marcas que construíram seu estilo calcado na estética de linhas retas e cores neutras.

Imagens dos três últimos desfiles da Céline: verão 2011, inverno 2010 e verão 2010.

 

Agora, quase duas décadas depois, outros nomes levantam a bandeira minimal que, se antes parecia unidimensional, agora se movimenta sinuosamente de acordo com o vento. O novo minimalismo é mais feminino e (levemente) sensual. Menos Tilda Swinton, mais Carolyn Bessette. Mais francês, menos japonista.

E como todo movimento tem seu precursor, Phoebe Philo é a grande representante do “menos é mais” 2010. Atual designer da Céline, Phoebe foi estudar moda na Central Saint Martins justamente na década de 1990 – não por acaso, suas maiores referências durante a faculdade eram Helmut Lang e Jil Sander. Um ano após a formatura, sua colega de curso Stella McCartney a levou para a Chloé, onde substituiria Karl Lagerfeld na direção criativa.

Quando Stella deixou a marca francesa, em 2001, para criar a sua própria, Phoebe assumiu o posto e é hoje creditada como a grande responsável por transformar a imagem conservadora da Chloé e alça-lá a hit entre fashionistas – um bom exemplo é a bolsa Paddington, aquela com cadeado, que ganhou os ombros das famosas e trend-setters em 2005.

Look minimal: Céline verão 2011 e verão 2010.

 

O mesmo aconteceu na Céline, outra marca francesa que trouxe Phoebe de volta à moda após um hiato de três anos – depois do nascimento da sua primeira filha, a estilista, que se dividia entre o trabalho em Paris e a casa da família em Londres, decidiu dar um tempo na profissão. E foi novamente uma bolsa que acabou coroando seu reinado: a Classic box. Quadrada e tipo cross-body, somente com o fecho como detalhe, a bolsa do momento nas ruas internacionais é a epítome do estilo assinatura Phoebe: simples, mas bem acabada, aparentemente despretensiosa, mas extremamente elegante. É o complemento perfeito para o look camisa de seda molinha, mas com linhas retas, e calça de cintura no lugar e levemente oversized. “Sinto que um pouco de calma e limpeza é o que a moda precisa agora”, disse a estilista em entrevista ao New York Times.

 

 

 

 

 

 

 

Chloé, verão 2011: o estilo marcante de Phoebe permanece na marca.

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